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Produtividade, criatividade e IA: estamos realmente evoluindo?


Vivemos um momento em que a Inteligência Artificial promete produtividade, agilidade e inovação.Mas surge uma pergunta importante: estamos nos tornando mais criativos ou apenas mais passivos?


A tecnologia vem facilitando nossas rotinas, automatizando tarefas e liberando tempo. Porém, se não houver atenção, corremos o risco de entrar em um modo confortável demais e perder propósito, vigor e nossa capacidade autoral.

Ficamos mais reativos, menos criativos e mais dependentes.


O problema não é usar. É depender.


A IA é uma grande facilitadora, principalmente para tarefas repetitivas. Mas esperar que ela pense, decida e crie no nosso lugar nos afasta do essencial.

Somos inteligentes o suficiente para evoluir com a tecnologia ao nosso favor, e não no nosso lugar. Cabe a cada profissional decidir qual papel assumir.

Use a tecnologia como ferramenta, não deixe que suas melhores habilidades se percam. Deixe a IA te libertar do trivial, não do essencial.


O ponto que quase ninguém discute


Algoritmos carregam viés, a informação que recebemos já chega filtrada por camadas de curadoria que não controlamos.

É por isso que o profissional que analisa saídas, questiona respostas, identifica inconsistências e aplica julgamento crítico continua, e continuará, sendo indispensável.


Quando tudo pode ser gerado em segundos, o que importa?


A presença humana, o repertório, a intenção, a visão.

É isso que sustenta responsabilidade, autenticidade e consistência.


O que o mercado está mostrando


Recentemente estive em um congresso sobre IA, um dado chamou atenção: 95% dos projetos corporativos de IA falham. Não por falta de tecnologia, mas por falta de propósito e integração.

E os efeitos já aparecem no comportamento profissional.

Segundo um estudo da Microsoft e LinkedIn (2024):

36% dos profissionais que usam IA diariamente relatam dificuldade de iniciar tarefas sem recorrer a ela. 41% afirmam que, sem a IA, começam a duvidar do próprio raciocínio e da capacidade de pensar criticamente. 27% sentem queda na autoconfiança criativa.

Estamos produzindo mais, mas pensando menos.


No marketing, isso aparece todos os dias


A IA pode acelerar análises, simplificar processos criativos, ajudar na personalização da comunicação e liberar tempo para estratégia. Mas ela não substitui o olhar criativo, o contexto humano, o entendimento de cultura e a identidade de marca.

Se deixarmos a IA criar sozinha, corremos o risco de construir marcas sem voz, sem identidade e sem alma.


Produtividade real não é fazer mais


É fazer melhor e com consciência.

Se essa reflexão fez sentido para você, compartilhe sua visão: como você está usando IA no dia a dia e qual papel acredita que ela deveria ter no seu trabalho?


Mariane Astudillo



 
 
 

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