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Antes do próximo post, descubra como seu cliente decide comprar

28 de set.
6 min de leitura

Atualizado: 14 de out.


Entenda a diferença entre funil de vendas e jornada de compra


Tem uma cena comum para alguns empreendedores: segunda-feira chega, ele abre o Instagram e pensa: “O que eu vou postar esta semana?”


Enquanto isso, o cliente está fazendo outra coisa: pesquisando preços, avaliando opções, encontrando seus concorrentes ou simplesmente esperando o momento certo para comprar.


É por isso que marketing não começa no calendário de conteúdo, começa entendendo como uma pessoa decide comprar de você.


E você consegue entender isso sem precisar contratar uma equipe, montar um funil complicado ou passar horas criando planilhas.


Primeiro, vamos tirar uma confusão do caminho: funil de vendas e jornada de compra não são a mesma coisa


Você provavelmente já viu aquele desenho:

Descoberta → Consideração → Decisão → Compra


Esse é o funil, ele serve para organizar o processo de marketing e vendas.


Exemplo: uma clínica de estética, uma pessoa vê um conteúdo sobre flacidez, depois pesquisa tratamentos nas redes, conhece alguns profissionais, vê seus resultados, pergunta o preço, marca uma avaliação e faz o procedimento.


O funil ajuda a enxergar esses momentos e pensar em como a empresa pode atuar em cada um deles.


O problema é imaginar que o cliente, obrigatoriamente, passa por essas etapas nessa ordem. Ele não passa.


Uma pessoa pode descobrir a clínica por indicação e já marcar uma avaliação, outra pode acompanhar o Instagram durante seis meses antes de mandar uma mensagem.


Outra pode pesquisar o preço primeiro e só depois procurar informações sobre o procedimento. E outra pode chegar pelo Google, ir para o Instagram, sair, voltar semanas depois e finalmente entrar em contato.


O funil organiza o seu marketing; já a jornada mostra o caminho que o cliente realmente faz. Essa diferença parece pequena, mas, na prática, muda bastante coisa.


A jornada começa antes de você aparecer


Exemplo: uma pequena empresa que precisa contratar uma agência.


A decisão pode começar muito antes de alguém procurar “agência de marketing”.


O dono percebe que o Instagram está parado, depois, nota que os concorrentes estão se comunicando melhor.


Então começa a pensar que precisa organizar a marca, ele:


  • procura algumas empresas;

  • entra no Instagram delas;

  • visita os sites;

  • analisa trabalhos anteriores;

  • pede orçamento;

  • conversa com duas ou três agências;

  • compara propostas;

  • e decide.


Perceba quantas coisas aconteceram antes da venda?


É isso que chamamos de jornada de compra.


Ela reúne os momentos, dúvidas, pesquisas, comparações e experiências que influenciam uma decisão e hoje em dia essa jornada acontece em vários lugares.


O consumidor pode conhecer sua marca pelo Instagram, pesquisar no Google, conferir avaliações, perguntar para alguém e só depois entrar em contato.


A jornada não acontece em uma linha reta, mas em vários pontos de contato e o seu Instagram pode ser apenas uma parte dessa decisão.


O que isso muda para uma pequena empresa?


Porque, quando você não entende a jornada, é fácil acreditar que marketing significa:

postar → conseguir seguidores → receber mensagens → vender.


E, quando isso não acontece, você pensa: “Marketing não funciona para o meu negócio.”


Só que talvez você esteja olhando para o lugar errado.


Exemplo: uma loja de móveis planejados, ela publica fotos bonitas dos projetos, tem bom alcance e muitas curtidas, mas quase ninguém pede orçamento.


O problema pode não estar na divulgação, talvez o cliente ainda não saiba:


  • quanto tempo demora;

  • qual material é utilizado;

  • como funciona a contratação;

  • se a empresa é confiável;

  • como é o processo depois do orçamento;

  • o que diferencia aquela loja de outra.


A empresa está mostrando o resultado final, mas o cliente ainda tem perguntas antes de chegar até ele. É aí que entender a jornada ajuda.


Faça este exercício antes de criar qualquer conteúdo


Escolha um cliente real que já comprou de você e reconstrua o caminho dele.

Faça uma pesquisa:


1. O que aconteceu antes de ele procurar você?


Qual foi o problema?

Qual situação fez ele pensar: “Preciso resolver isso.”


Exemplo: uma nutricionista pode descobrir que sua paciente não chegou porque “queria emagrecer”.


Ela chegou porque estava cansada, não gostava mais da forma como se alimentava e não conseguia organizar a rotina.


Isso muda completamente a comunicação.


2. Onde ele procurou informação?


Pergunte diretamente: “Quando você decidiu procurar uma solução, onde pesquisou?”

Você acaba de descobrir onde sua comunicação precisa estar.


3. O que ele comparou?

Preço, experiência, atendimento, resultados ou método?


Essa resposta mostra o que realmente pesa na decisão e pode revelar diferenciais que você nunca colocou na comunicação.


4. O que deixou a pessoa insegura?

O cliente nem sempre fala:

“Estou inseguro sobre isso.”

Ele simplesmente não compra, pode ser medo de gastar dinheiro e não ter resultado.


Também pode ser receio de contratar uma empresa pequena, uma dúvida sobre o preço, uma experiência ruim anterior ou a falta de clareza sobre o que está sendo oferecido.


Cada uma dessas inseguranças pode virar uma ação de marketing.


Um exemplo simples: psicóloga


Uma psicóloga percebe que suas pacientes costumam chegar com a mesma dúvida: “Como eu sei se terapia é para mim?”


Ela poderia transformar essa pergunta em vários conteúdos:


Post: “5 situações em que procurar ajuda pode fazer sentido.”

Reel: “Preciso estar mal para começar terapia?”

Stories: caixinha: “O que você sempre quis saber sobre terapia e nunca perguntou?”

Página do site: como funciona a primeira sessão.

Destaque do Instagram: atendimento + dúvidas frequentes.


Percebe a diferença?

Ela não está procurando assunto para postar, está respondendo o que o cliente precisa saber para avançar.


A jornada também existe no B2B


B2B é quando uma empresa vende para outra empresa:


  • uma agência atendendo uma clínica;

  • uma contabilidade atendendo uma loja;

  • um software vendido para uma indústria.


Nesses casos, a compra pode envolver mais pessoas, mais comparação e mais análise.


Uma pesquisa da Gartner publicada em 2025 mostrou que 61% dos compradores B2B pesquisados preferiam uma experiência de compra sem interação com vendedor, principalmente para pesquisar informações e aprender sobre soluções.


Isso significa que o cliente pode chegar à conversa comercial depois de já ter pesquisado bastante. Não para substituir a conversa, mas para fazer com que ela aconteça em um nível melhor.


Agora transforme isso em uma página


Faça uma pesquisa com seus clientes reais:


O que fez você procurar sua solução?

Onde você pesquisou?

O que você comparou?

Quais dúvidas tinha?

O que gerou confiança?

O que quase fez você desistir?

Por que escolheu você?

Como foi a experiência depois da compra?


Não precisa preencher tudo de uma vez, faça de forma natural.


As respostas provavelmente serão mais úteis para o seu marketing do que uma lista pronta de ideias de conteúdo.


E agora vem a parte mais importante


Pegue as respostas e transforme cada uma em uma pergunta que sua comunicação precisa responder.


Se o cliente disse: “Eu não sabia exatamente como funcionava.”

Crie conteúdo explicando o processo.


Se disse: “Vi o trabalho de vocês e gostei.”

Mostre mais trabalhos e explique o que existe por trás deles.


Se disse: “Uma amiga indicou.”

Pense em como estimular indicações.


Se disse: “Eu já acompanhava vocês fazia tempo.”

Olhe para os conteúdos que ajudaram a construir essa familiaridade.


Você acabou de montar uma estratégia de marketing baseada no comportamento real dos seus clientes. E sem fórmula pronta.


O marketing fica mais possível quando você para de olhar só para a internet


Para quem toca um negócio sozinho, marketing pode parecer uma lista impossível.

São tantas possibilidades que é fácil concluir que você precisa fazer tudo.


E de fato não precisa!


O funil é uma visão, a jornada é uma investigação.


E para quem não tem uma equipe de marketing, essa diferença é valiosa.


Você não precisa começar construindo uma estratégia enorme, comece com um cliente real, depois transforme essas descobertas em comunicação.


É assim que o marketing deixa de ser uma obrigação de “postar alguma coisa” e passa a ajudar o negócio a vender, atender, gerar confiança e ser lembrado.


Se esse conteúdo ajudou você a olhar para o marketing de um jeito diferente, compartilhe com outro empreendedor que também pode se beneficiar dessa reflexão.


E se você gosta de pensar marketing para além do óbvio, siga a Simple no Instagram. Por lá, a gente compartilha estratégias, ideias e repertórios para ajudar pequenos negócios a se comunicarem melhor e crescerem com mais clareza.

 
 
 

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